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Nutrição: Dieta cetogênica e câncer – Revista AMAIS

dieta cetogênica

Resultados pré-clínicos demonstram possível eficácia no uso da dieta cetogênica quando combinados com radio e quimioterapia em pacientes com câncer.

Há várias evidências de que a alimentação tem um papel importante nos estágios de iniciação, promoção e propagação do câncer, destacando-se entre outros fatores de risco. Entre as mortes por câncer atribuídas a fatores ambientais, a dieta contribui com cerca de 35%, seguida pelo tabaco (30%). Acredita-se que uma dieta adequada poderia prevenir de três a quatro milhões de casos novos de câncer.

Desta forma, pode-se observar a influência negativa da incorporação da dieta ocidental moderna, elevada em alimentos industrializados, ricos em gorduras, sal, açúcar e aditivos, e pobre em fibras.

A dieta cetogênica é uma dieta terapêutica cuja composição é rica em lipídeos, moderada em proteínas e pobre em carboidratos. Há uma substituição dos carboidratos por lipídeos, que provem uma fonte energética alternativa para ao cérebro, as cetonas, e diminui-se levemente a quantidade de proteínas. Foi usada pela primeira vez nos Estados Unidos, no começo do último século, quando médicos recomendaram o uso do jejum a um menino com crises epilépticas. É considerada um tipo de tratamento alternativo para epilepsia de difícil controle medicamentoso

Atualmente esse tipo de dieta tem sido colocada em questão, quando aliada ao tratamento do câncer. Sabe-se que células normais do corpo possuem flexibilidade metabólica, se a insulina está reduzida, elas podem começar a utilizar ácidos graxos ou corpos cetônicos para fornecerem energia, porém as células cancerosas são incapazes de fazer isso, pois precisam de glicose. Discute-se se a dieta cetogênica poderia reduzir o combustível disponível para as células cancerosas. Porém, apesar da ingestão de glicose estar bastante reduzida, o corpo ainda faz glicose via gliconeogênese e células cancerosas são eficientes em utilizar a pouca glicose disponível. As dietas de baixo teor de carboidratos podem levar a níveis mais baixos de circulação de hormônios insulina e IGF-1, podendo fazer com que as células cancerosas tenham menos sinais para crescer e dividir

No entanto, temos que ter cautela quando fazemos a proporção de lipídios crescer. Proteína animal, embutidos, gordura saturada e frituras em excesso aumentam a inflamação e a acidez do organismo, diminuindo o sistema imunitário, além de causar uma série de doenças degenerativas coronarianas e inclusive provocar alguns tipos de câncer. De nada adianta, reduzir o açúcar e consumir calabresa, salsisha e salgadinhos.

Uma forma de conseguirmos aumentar o percentual de lipídios, de maneira saudáve,l é aumentar ou incentivar o consumo de oleaginosas como castanhas, nozes e amêndoas além de sementes como gergelim, linhaça e chia em todas as suas formas. Frutas como abacate e coco não podem faltar na dieta junto com o azeite de oliva  e óleo de coco e salmão extra virgem. Tudo isso acompanhado de verduras, algas, pescado selvagem e ovos proporcionarão um aumento lipídico/ protéico na dieta. Isso claro, se manter um consumo moderado de arroz, raízes, frutas e a supressão de todo e qualquer tipo de açúcar adicionado.

Os mecanismos pelos quais as dietas cetogênicas demonstraram efeitos anticancerígenos, quando combinadas com rádio e quimioterapia, ainda não foram completamente elucidados. No entanto, investigações na área da nutrição estão sendo feitas para melhorar a qualidade de vida desses pacientes. O que sim está ao nosso alcance é melhorar nosso estilo de vida, a cada dia!
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Por Juliana Marin

Nutricionista Funcional

julianampv@gmail.com

Hannalee Motta

hanna@optimus360.com

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