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LUTO: Será que só vivemos o luto em caso de morte?

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LUTO: Será que só vivemos o luto em caso de morte?

Quando se fala de luto, logo pensamos na perda de alguém querido, que nos leva a um processo doloroso e muitas vezes desesperador para vivenciar a perda. Porém, quando se fala de perda, será que somente vivemos o luto no caso de morte?

A resposta é não. Vivemos o luto em qualquer processo de perda de algo (alguém) significativo. Para explicar melhor, temos duas formas de LUTO: LUTO REAL (morte, amputação de um membro, separação, divórcio, perda de emprego, etc.) e o LUTO SIMBÓLICO (velhice, gravidez, final da infância, fim da adolescência, final do processo de amamentação, etc).

Se observarmos os dois tipos de luto, alguns podem dizer que com certeza o real tem bem mais motivos para o luto que os simbólicos, porém devemos considerar que cada um é um e assim, passar a perceber o quanto aquilo que foi perdido significava para a pessoa. E logo veremos que enquanto para alguns viver o luto é somente em caso de morte, para outros, por exemplo, o final da amamentação para algumas mães podem significar: — Meu filho não precisa mais de mim! — e para essas mães, esse momento significa a “morte” do papel de mãe, a perda de controle daquele bebê que até então era tão “dela”.

Outro exemplo seria perder o emprego ou até mesmo a aposentadoria. Quantas pessoas você conhece que após um desses eventos, passou a viver um processo de depressão? Essa “suposta” depressão nada mais é que um luto mal elaborado: não saber lidar com a perda de algo que de alguma forma “preenchia” um espaço na rotina desse alguém e que agora não sabe lidar com esse “vazio” que restou.

Independente do motivo que nos leve a viver os “lutos” que encontramos durante a nossa vida, uma coisa é certa: sofremos porque não sabemos lidar com as perdas.

Mas até onde podemos considerar o luto um processo natural?

O luto é um processo natural, até porque aquele que “perdeu” algo ou alguém precisa se conscientizar da perda e se adaptar à nova realidade. Porém, existem aqueles que não conseguem se libertar do processo de luto, se negam a aceitar a perda e permanecem numa rotina de negação da perda: continuam organizando as coisas para as pessoas que se foram como se ainda estivessem vivas; por não aceitar uma separação, continuam arrumando a casa e as coisas à espera da volta do ex, usam roupas e se comportam como adolescentes quando, na verdade, já passaram da fase tem muito tempo, entre muitas outras situações onde vive a negação da nova realidade.

Perder não é fácil, mas precisamos aceitar as perdas que fazem parte da nossa vida, mas será que realmente precisamos sofrer tanto? E se não soubermos lidar sozinhos com essa “ausência” nas nossas vidas? Quando não é possível sozinho, a terapia é uma excelente saída. Em análise, aprendemos a lidar com o “vazio” que nos resta, vivenciar a perda, ressignificar a nossa vida na nova realidade e, porque não, passar a ver um lado mais colorido nas situações que a vida nos apresenta?

Participe com sugestões de temas para as próximas edições!

 

Roberta Furuno A. Bonilha / Rodrigo S. A Bonilha 

Formação em psicanálise, fundamentos clínicos e especialização em psicanálise Infantil. 

E-Mail: psicanalisandocomvc@gmail.com   

Facebook : @psicanalisandocomvc  

Hannalee Motta

hanna@optimus360.com

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