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A Importância da Alimentação na Infância

Infância

Por Juliana Marim


Importância da alimentação na infância, fase da vida em que o sistema imune está mais vulnerável.

Acredito que a todos que têm filhos hoje em dia se pergunta ou pelo menos se espanta com a quantidade de alergias e intolerâncias alimentares entre as crianças.

Eu me lembro de que quando estava no ensino fundamental 1, nosso antigo primário, havia apenas 01 criança em todo o colégio que tinha asma. Comíamos de tudo, preparações culinárias regadas a muita farinha branca (sim, tudo tinha glúten), muito leite de vaca e muito açúcar simples, desde rapadura até pé de moleque, goiabada, etc. Mesmo com tanto descaso, “ninguém” era alérgico ao pólen, a poeira, a caseína, a lactose ou ao glúten.

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Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, uma digestão forte é a chave para ter saúde. Necessitamos desmembrar os alimentos em partículas biológicas elementares, que podem ser absorvidas pelo organismo sendo o sistema digestivo responsável por isso. Para esses estudiosos, os indivíduos estão com a digestão cada vez mais fraca. Uma criança de hoje é mais debilitada que há de 10 anos atrás, e por sua vez, é ainda mais em relação à de 20 anos atrás e por aí vai. Ela já nasce assim. Os motivos? Basicamente, devido à evolução do ser humano para um mundo mais cômodo.

Nossos inventos para ter mais praticidade, comodidade e agilidade fazem com fiquemos cada vez mais vulneráveis a diversas doenças. Excesso de radiações eletromagnéticas das telas de TV, computadores e celulares, eletrodomésticos afetam negativamente a nossa saúde, o sedentarismo e a escassa relação entre os seres humanos que o avanço da tecnologia implica, afetam principalmente as crianças, fase da vida de muita vulnerabilidade. 

Além disso, o meio ambiente está esquecido nos tempos de hoje, a agroecologia é algo que pouca gente se interessa em cultivar ou incentivar. Nosso ar está cada vez mais poluído, nossa alimentação cada vez mais transgênica e processada, agrotóxicos contaminando nosso solo, nossos alimentos, nossa água. Essa é nossa triste realidade. Driblando um ou outro fator, ao final, não escapamos!!

Sendo assim, em meio a tudo isso, geramos filhos mais debilitados. A OMS define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Eu vou além, saúde é a capacidade para adaptarmos ao meio em que vivemos.  Temos que estar muito mais atentos à alimentação das crianças de agora que antigamente, pois as de hoje, segundo os chinos, já nascem com a digestão mais debilitada, além disso, se debatem com esse panorama ambiental, social e familiar muito desfavorável.

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O leite materno é o primeiro alimento que podemos oferecer para garantir a sobrevivência da criança. Quanto mais a criança mamar no peito, mais protegida estará. Agora, mais que nunca, a prática do aleitamento materno dever ser incentivada não só em virtude das suas propriedades antiinfecciosas, mas por prevenir uma série de enfermidades como obesidade, hipertensão, diabetes mellitus, desnutrição, doenças alérgicas, anemia ferropriva, hipocalcemia, infecções respiratórias, otites, e morte súbita. Também otimiza o desenvolvimento neurológico da criança e promove o vínculo afetivo entre mãe e filho, um momento mágico que só mesmo quem algum dia amamentou sentiu.

Após seis meses de amamentação exclusiva, agora ela deve ser complementada. Com o quê? Com uma alimentação a base de alimentos! Sim, de comida de verdade. Não custa reforçar que alimento é aquele vem da terra e não da prateleira do supermercado.

Dar papinhas industrializadas, preparados instantâneos ou bebidas açucaradas chega a ser um crime se tratando que moramos em um país tropical, onde frutas e hortaliças têm um sabor único e gozamos de uma vasta variedade durante o ano todo.

Uma alimentação a base de comida de verdade é aquela que temos que trazer à mesa de nossas famílias. Alimentos frescos, sem agrotóxicos, biodinâmicos, alimentos que verdadeiramente irão nutrir, vitalizar e proteger nossas crianças dessas doenças tão frequentes hoje em dia. Com relação à alimentação, nossa evolução está indo no sentido contrario!

Temos que respeitar a sazonalidade da produção natural, conhecer mais de perto o ciclo de plantio e colheita dos seus alimentos. Dessa forma programamos nossas refeições a partir do que a terra está oferecendo em cada período. O que quero dizer, é que quanto mais primitiva é nossa forma de alimentar, mas evoluídos somos!!

Nunca é tarde para reeducar nossos hábitos, mas claro, quando se é criança, tudo fica muito fácil e a chance de sucesso é bem mais alta! Alergias, intolerâncias e outras doenças podem ser tratadas e prevenidas através da soma de tratamentos, alopáticos e holísticos, mas ambos com o mesmo senso comum: alimentação e nutrição adequada são requisitos essenciais para o crescimento e desenvolvimento das crianças.  

Portanto pais e mães dediquem uma parte do seu tempo cozinhando com eles e transmitindo- lhes gratidão pela benção que é ter comida de verdade à mesa.

Eterna gratidão à Jeferson Parra e família, agricultores orgânicos e biodinâmicos da CSA Boituva.

Hannalee Motta

hannalee@optimus360.com

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