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Entrevista exclusiva com Giovanna Lancellotti

Giovanna Lancellotti

Giovanna Lancellotti é paulista, nascida na cidade de Ribeirão Preto, e sempre gostou de teatro. Criada na cidade de São João da Boa Vista, se mudou com apenas 16 anos para São Paulo para se dedicar à profissão de atriz e fazer o curso do diretor Wolf Maia. 

Seu primeiro trabalho na teledramaturgia foi a novela das nove “Insensato Coração” (2011), na qual interpretou a doce e romântica Cecília. Na ocasião, foi considerada um dos grandes destaques da novela e por ela recebeu o prêmio Melhores do Ano na categoria “Atriz Revelação”. Também com a personagem concorreu ao Prêmio Contigo de TV. 

Em 2012, Giovanna integrou o elenco do remake de Gabriela, novela das onze de Walcyr Carrasco, com direção de Mauro Mendonça Filho. Sua personagem, Lindinalva, era uma jovem com uma história de vida trágica que perde os pais em um acidente e vai trabalhar no Bataclã, sendo hostilizada pelas mulheres da cidade. Em 2015, se destacou como a invejosa vilãzinha Bélgica na novela “Alto Astral”. Em “A Regra do Jogo” (2015), novela de João Emanuel Carneiro, interpretou a hippie e desencanada Luana.  No ano de 2016, a atriz integrou o elenco de Sol Nascente, novela das seis da Rede Globo. Na trama, ela interpretou Milena e, mais uma vez, se destacou. 

Em 2017, Giovanna se dedicou ao cinema. Ela rodou cinco filmes, que devem estrear no segundo semestre de 2018. Ela rodou “Tudo por um Popstar”, adaptação do famoso livro de Thalita Rebouças, que estreia no dia 11 de outubro, e “De novo não”, em que atua como antagonista de Kéfera. Giovanna também estará na telona em “Tudo acaba em festa”, com previsão de lançamento para 8 de novembro; “Incompatível” e “Intimidade entre estranhos”, ainda sem data para estreia. 

Giovanna está atualmente no elenco da novela das 9 da Rede Globo, Segundo Sol, escrita por João Emanuel Carneiro. Na obra, ela interpreta a ambiciosa Rochelle, que não poupa esforços para se dar bem e vive armando contra a irmã Manuela (Luisa Arraes). 

AMAIS: Como está a agenda da Giovanna para os cinemas neste fim de 2018 e início de 2019? Vamos te ver bastante na telona? 

Pode ter certeza que sim (risos)! Dois filmes vão estrear agora: “Tudo por um pop star”, no dia 11 de outubro, e “Tudo acaba em festa”, no dia 8 de novembro. São trabalhos tão diferentes entre si e tão diferentes de Rochelle. Muito orgulho e felicidade por mostrar essas duas personagens para o público. Além desses dois, outros três longas que também estão na agenda para serem lançados, mas ainda sem previsão de estreia: “De novo não”, em que atuo com Kéfera; “Incompatível”, que tem a Nathalia Dill no elenco, e foi uma delícia trabalhar com ela de novo depois de atuarmos juntas em “Alto astral”; e “Intimidade entre estranhos”. Então, vai ter muito trabalho diferente para o público me ver atuando de formas distintas. 

AMAIS: Qual o peso da responsabilidade de ser influenciadora digital nos dias de hoje, ainda mais com um público tão jovem como o seu? 

Eu não me considero uma influenciadora digital. Sou uma atriz que usa muito a internet porque adoro estar ali e dividir um pouco do meu dia a dia com as pessoas que me seguem. Saber que sou uma inspiração para as pessoas é uma responsabilidade. Gosto de pensar que estamos trocando. As redes sociais permitem uma aproximação maior entre mim e o público. Na verdade, até uma interação mesmo. Um exemplo muito recente disso foi a reação das pessoas quando descobriram que Rochelle teria a Síndrome de Guillain-Barré. Muitas pessoas entraram em contato comigo e eu conversei com elas, quis saber sobre isso. Foi algo importante para minha preparação.  

AMAIS: Sua personagem Rochelle, na novela Segundo Sol, estimula revolta no público. Qual resposta você está tendo nas ruas? 

Não é defendendo a Rochelle porque sou apaixonada por ela (risos), mas não acho mesmo que ela estimula a revolta do público. Prova disso é como as pessoas a recebem bem, acham engraçado esse jeito direto e irônico dela. Claro que as pessoas nem eu aplaudimos a forma como ela trata a família, especialmente a mãe, mas ela tem uma carisma que não dá para odiar simplesmente. Acho que é mais complexo que isso (risos). Eu me divirto com as brincadeiras do “amamos odiar Rochelle”. Gente, as caras e bocas dela viraram até gif, e eu amei! Porque isso demonstra o quanto ela é popular. E meu desafio era esse: fazer essa personagem de uma maneira que não despertasse apenas o ódio do público, mas que as pessoas a vissem além disso. E acho que estamos conseguindo! 

AMAIS: Depois de tanto aprontar, a Rochelle vai ser diagnosticada com Síndrome de Guillain-Barré (doença autoimune que pode levar à paralisia total). Conta para nós: Ela vai fazer uma autocrítica e se redimir? 

Ah, eu torço muito para isso acontecer! Acredito que é uma chance de a Rochelle renascer, de se redescobrir. Não só a si mesma, mas ver essas pessoas todas que a cercam de uma outra forma. Algo assim mexe profundamente com alguém, e acredito que com a Rochelle não será diferente. Não quero que ela mude o jeito de ser, mas ela pode canalizar essa determinação, tenacidade, esse jeito afiado e sincero para o lado bom, né?! Acho que seria uma reviravolta muito interessante para ela. E todos nós amadurecemos, nos transformamos. Seria legal ver isso acontecer com Rochelle também.      

AMAIS: Como é a sua relação com o consumo e o que a Rochelle ensina de valioso para você? 

Eu não sou de gastar muito não. Se tem algo que eu queira, tudo bem. Mas não sou aquela pessoa que tem vontade de gastar dinheiro. Sou bem segura, aliás. E adoro pechinchar, descobrir o melhor preço (risos). E minha aliada com as finanças é minha mãe. Como saí de casa cedo, ela ficou com essa tarefa e eu nunca senti necessidade de ser diferente. 

AMAIS: Arte e política se discutem sim! Como você vê o cenário que estamos vivendo no Brasil neste ano?  

Eu acho que estamos em um momento muito delicado. As pessoas estão muito exaltadas. Eu me preocupo com essa radicalização.  

AMAIS: Você gosta de cantar? Quais são suas influências musicais? O que nunca falta na sua playlist? 

Quem canta seus males espanta, né?! (risos) Eu gravei com minha amiga, Marina Khalil, uma versão de “La belle de jour”, mas não quer dizer que pense em seguir carreira na música. Pelo menos, não é o plano agora (risos). E eu sou uma pessoa muito eclética, gosto de tudo. Teve uma época que fiquei viciada em “Amor de verdade”, de MC Kekel e MC Rita, que estava sempre tocando na minha playlist.  

Comida: Brigadeiro e Japonês  

Filme: A vida é Bela  

Ficar em casa ou balada: Depende da noite! Adoro as duas programações (risos).  

Frio ou calor: Calor! Sou muito friorenta  

O que falta no Brasil: Tanta coisa… Mas vou resumir com EMPATIA. 

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Agradecemos a Mattoni Comunicação

Fotos por: André Nicolau e Grasi Albuquerque

Entrevista por: Hannalee Motta

Hannalee Motta

hanna@optimus360.com

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