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Faces da Desnutrição

Desnutrição

Por: Juliana Marim

Desnutrição: O relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) reflete os acertos e fracassos no cumprimento das metas nutricionais intergovernamentais.

Quando analiso o estado nutricional das crianças brasileiras vemos que nossas crianças são obesas como as americanas e anêmicas como as indianas.

Como assim? Como é possível haver uma criança “superalimentada” e com deficiência de ferro? Sim é possível, e digo mais, é muito provável. Talvez não desse mineral em concreto, mas certamente uma criança obesa é uma criança com diversas desnutrição.

Uma das questões que chama a atenção é o fato de a desnutrição, definida como a ingestão insuficiente de nutrientes necessários para atender as necessidades diárias de cada indivíduo, manifestar-se com quadros alimentares inversamente extremos precedidos, no geral, por circunstâncias socialmente opostas! O que quero dizer é que a desnutrição, não só está relacionada a pobreza e a falta de alimento.

Como exemplo dessa constatação, o relatório desenvolvido pela OMS indica que ao menos 57 dos 129 países analisados apresentam altos níveis de obesidade e excesso de peso nos adultos, acompanhados de desnutrição. Em contrapartida, de acordo com a última edição do relatório anual sobre a fome, “The State of Food Insecurity in the World”, observamos que aproximadamente 795 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo, estando também desnutridas.

Partindo desse contexto, observamos que a desnutrição acomete tanto aqueles que não comem quanto aqueles que comem de forma inconsequente.

O relatório de 2016 concentra a temática de assumir compromissos, além de identificar o que será preciso fazer para acabar com todas as formas de desnutrição até 2030. Autoridades governamentais precisam tomar ações urgentes para cumprir essa meta.

A mal nutrição se manifesta de diversas formas, como crescimento infantil deficiente, anemia, raquitismo, indivíduos que possuem sal açúcar, colesterol e gordura em excesso no sangue, pessoas acima do peso, quadros que desencadeiam uma série de patologias.

Uma das medidas a serem tomadas é enxergar os investimentos em nutrição como um meio para atingir o crescimento econômico ao invés de achar que uma nutrição melhor seja resultado de crescimento econômico. Aqui abaixo coloco algumas ações que ajudam a reverter esse quadro:

  • Educação nutricional em escolas e centros de saúde ajudam a formar hábitos alimentares saudáveis em crianças e famílias.
  • Fortalecer os programas de base, como o aleitamento materno, os quais são negligenciados em alguns países.
  • Incentivo ao lazer e ao esporte. Vários estudos relacionam a obesidade infantil com o tempo gasto em frente a TV ou computadores. A taxa de obesidade em crianças que assistem menos de 1 hora por dia de televisão é de 10%, enquanto uma criança que fica por 5 horas ou mais em frente à TV pode chegar a 35%. No Brasil, registra-se que crianças e adolescentes passam em média 5 horas em frente às telas.
  • E por último, mas não menos importante é o lema: Comer para nutrir-se. Antes de ser um objeto de prazer, o alimento deve ser entendido como fonte de energia, vitaminas e minerais essenciais, os quais devem ser tão considerados quanto o sabor e preferências.

Através dessas medidas e outras iniciativas junto a comunidade preservaremos a saúde e a segurança alimentar para todos.

Hannalee Motta

hannalee@optimus360.com

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