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Entrevista exclusiva com a atriz Fernanda Souza

Fernanda Souza

Fernanda Souza, como boa geminiana, adora mudar. Camaleoa, ela vai atrás do que deseja. E não foi diferente com a profissão. Trabalhando desde cedo na TV como atriz, com personagens marcantes como Mili, de “Chiquititas”, e Mirna, de “Alma Gêmea”, ela viu a vontade de ser apresentadora despertar e foi atrás do novo sonho. De lá para cá, o público se acostumou em ver Fernanda Souza de cara limpa, sem a máscara de suas personagens. Já são três temporadas do “Vai Fernandinha” e uma do “Só Toca Top”, que chega ao fim em dezembro. Em 2019, o público pode esperar mais Fernanda na telinha: a quarta temporada de seu bem-sucedido programa no Multishow chega ainda no primeiro semestre com entrevistas, brincadeiras e convidados cheios de histórias para contar. E não precisa morrer de saudade até lá porque ela está online nas redes sociais e em seu canal do Youtube, em que mantém uma conversa franca e aberta com seus seguidores. Aqui, Fernanda fala sobre TV, internet e muito mais!

AMAIS: O que podemos esperar dessa nova temporada de “Vai, Fernandinha?”

Fernanda: Acabei de editar a temporada do “Vai Fernandinha”. O processo de edição é aprovar o episódio, colocar alguma coisa legal que aconteceu no dia e que esteja faltando, ou tirar algum conteúdo e escrever as hashtags. Esse é um processo muito gostoso, que aí dá para ter uma ideia de como vai ser a temporada. Foi bem legal. A expectativa é sempre a melhor. “Vai Fernandinha” está na sua quarta temporada e isso traz o nosso trabalho para consolidar o programa. É muito legal poder aprender cada vez mais a entrevistar as pessoas, conseguir criar com a equipe brincadeiras novas divertir, tirar o melhor de cada convidado. É sempre um desafio.

 

AMAIS: Você começou a trabalhar na TV muito nova, logo sua exposição na mídia sempre foi grande. Você diria que isso te atrapalhou em algum aspecto da sua vida? Quais são as lições boas disso?

Fernanda: Não acho que isso tenha atrapalhado. Foi um processo muito natural. Eu não senti que estava perdendo nada. Só estava vivendo aquilo que tinha vontade de viver, que gostava de fazer. Estava dando vida a um sonho. As lições boas são essas: maturidade, experiência, conseguir realizar seu sonho desde criança. Tudo isso é muito legal.
AMAIS: Como nasceu a vontade e a oportunidade de ser apresentadora?

Fernanda: A vontade de apresentar nasceu quando eu fiz o “The voice Brasil”. Foi quando eu segurei um microfone pela primeira vez e falei com as pessoas sendo eu mesma. Durante muito tempo, eu fiz novelas, e a gente fala com o público por meio das personagens. Poucas vezes você tem a oportunidade de ser você. A não ser que você faça um programa de televisão, dando uma entrevista. Esse processo foi muito gostoso, especial, diferente e apaixonante. Quando eu vi que aquilo era algo que estava me fazendo muito bem, eu decidi que queria investir naquilo e continuar. Dividindo camarim com o Tiago Leifert, ele me incentivou muito a continuar apresentando, e eu fui (risos). Fui tentando fazer aquilo acontecer e, quando eu vi, um ano e pouco depois, eu estava com um programa. É aquela coisa de não desistir dos sonhos mesmo, de correr atrás. Eu sempre digo que os nãos eu já tenho. Então, eu corro atrás do sim.

 

AMAIS: Quais foram as entrevistas que você mais gostou de fazer? Seu sonho como apresentadora é entrevistar quem?

Fernanda: É muito difícil escolher porque são tantas pessoas incríveis que passam pelo programa, e pessoas sobre quem eu genuinamente tenho curiosidade de saber da vida. E isso na verdade é o ponto para a pessoa estar no programa porque acho que esse interesse tem que existir. As entrevistas são muito longas. Gravamos duas horas de entrevista para ir ao ar 20 minutos. Então, realmente, tem que ser um papo gostoso, que flua e que seja gostoso de ver e interessante também para mim. É muito difícil escolher. Tem uma entrevista que é muito especial para mim porque é uma pessoa que eu amo tanto na pessoa jurídica como na física, que é a Claudia Raia. E porque a repercussão da entrevista também foi muito grande. Mas é sempre muito gostoso poder mostrar o lado das pessoas que às vezes o público não conhece, como, por exemplo, da Sandy e do Lucas. Mostrar os dois como casal. Eles nunca tinham feito um programa de TV juntos na vida. Poder mostrar Xororó e Noely. Noely só tinha dado uma entrevista para Xuxa há 20 anos. É muito gostoso ter essa chance de o artista se abrir e confiar em você. Isso é muito especial. E como apresentadora, tenho o sonho de entrevistar a Marilia Gabriela, sabia. Acho ela muito incrível. Na verdade, eu ia ficar com a perna bambíssima e talvez nem conseguisse (risos). Mas eu a acho genial, genial mesmo.

 

AMAIS: A apresentadora Fernanda Souza é maravilhosa! Mas e a atriz Fernanda Souza? Temos algum projeto futuro em andamento?

Fernanda: Não tenho nenhum projeto futuro em andamento, como atriz. Não penso em fazer isso agora. Claro que nunca deixarei de ser atriz. Mas, no momento, não vejo possibilidade. A não ser que surja um grande sonho. Mas nem sei se tenho um grande sonho no momento em relação a isso.

 

AMAIS: Você se considera muito intensa?

Eu adoraria ser mais intensa em algumas coisas. Eu sou muito entregue para o meu trabalho, muito responsável, muito caxias. Mas, por exemplo, eu gostaria de ser muito mais intensa com atividade física. Gostaria de ser mais intensa no compromisso de arrumar espaço na agenda para fazer tudo que eu quero. Então, não me considero uma pessoa muito intensa não (risos).

 

AMAIS: O que você pode falar sobre sua relação com o seu público nas redes sociais?

Fernanda: Rede social é um presentão. Minha vida mudou depois das redes sociais. Acho que as pessoas puderam me conhecer melhor e foi por meio das redes sociais que eu pensei em fazer “Meu passado não me condena”. Porque foi entendendo a curiosidade que as pessoas tinham na vida da pessoa em si, não só do artista, que eu achei que eles poderiam gostar de ter um conteúdo de uma peça que falasse sobre esses bastidores e que, de alguma maneira, fosse a extensão da rede social, que tem esse serviço de humanizar o artista. Então, com certeza, isso me acrescentou muito. Por causa de “Meu passado não me condena”, que é uma peça em que eu não interpreto nenhum personagem, eu apresento histórias, então, isso me deu vontade de apresentar… Quando eu fui conversar com o Multishow sobre apresentar um programa, meu chefe, o Guilherme Zattar, quando ouviu a minha vontade de ter um programa, ele falou: eu gosto muito do jeito que você se comunica. Eu vejo seu Snapchat e acho que tem tudo a ver com o canal. Então, mais uma vez, a rede social teve papel importante como uma vitrine para que ele pudesse conhecer e acreditar em mim. E por meio da rede social, você consegue ter uma comunicação com as pessoas e criar essa sensação de amizade que o público tem. Pelo menos, comentam muito nas minhas fotos sobre essa sensação. E eu entendo muito porque também sinto isso com pessoas que eu sigo, que eu gosto, que eu admiro, que eu peço para ser amiga (risos). Então, do mesmo jeito que eu me sinto de alguma maneira influenciando pessoas nas redes sociais, eu também sou muito influenciada. Acredito que sou até mais influenciada do que influencio (risos). Rede social tem um papel muito gostoso na minha vida, onde eu mostro aquilo que tenho vontade. Não me sinto pressionada em nenhum momento em ter que compartilhar nada. Meu público é muito tranquilo quanto a isso. Não existe cobrança. Eles me entendem no dia que eu quero viajar e mostrar. Ou quando eu não quero mostrar e eu só quero viver. E isso é muito gostoso. Não existe uma obrigação, e isso é muito prazeroso.
AMAIS: Como é a vida de casada? Como é um casamento sendo os dois artistas e com as vidas expostas ao público?

Fernanda: Super de boa. Igual a de todo mundo (risos). Não é porque sou pessoa pública que minha vida de casada é diferente (risos). Dentro de casa é homem e mulher, não existe pessoa jurídica. Todo mundo aqui é pessoa física: aqui é a Fernanda e o Thiago. Assim como é na casa de qualquer artista. Então, não existe muito diferença não.

Rapidinhas:

Praia ou campo? Praia.

Argentina ou Brasil? Brasil (mas sou fissurada pela Argentina e moraria lá com certeza de novo).

Um cheiro irresistível? Do meu perfume da Jequiti, que eu amo. O cheiro do meu marido. O cheiro de comida (risos). Café. Amo cheiro de café, me acalma.

Aquela música que te acalma? Músicas que falem de Deus. Tem uma música do Leonardo Gonçalves, que se chama “Ele vive”, que eu amo. E uma outra que o Thiago regravou em um projeto chamado “Análaga”, que se chama “Deus cuida de mim”. Eu já gosto de músicas de Deus, que falam para Deus. Aí você escutar uma música religiosa, com uma mensagem linda, que me aproxima de Deus, que é meu melhor amigo, na voz do meu marido, que é uma voz tão familiar para mim, é mais gostoso ainda.

 

 

Entrevista por Hannalee Motta

Crédito das fotos: Marcos Duarte

Hannalee Motta

hanna@optimus360.com

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