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Entrevista com Nathalia Dill

Nathalia Dill

Nathalia Dill iniciou a sua carreira nos palcos em 2005. Um ano depois era convidada para integrar o elenco da série “Mandrake”, produção da parceria entre HBO Brasil e Conspiração Filmes, indicada ao Emmy Internacional de Melhor Série de Drama em 2006 e 2008.

O primeiro papel de destaque na TV Globo veio na temporada 2007 de “Malhação”.  Ainda naquele ano, estreou no cinema com uma participação no filme “Tropa de Elite”, vivendo uma estudante universitária. Em 2009, a atriz viveu sua  primeira protagonista em novelas: Maria Rita (Santinha) da trama “Paraíso”.  Em 2010, Nathalia interpreta Viviane, sua segunda protagonista consecutiva, na novela de Elizabeth Jhin, “Escrito nas Estrelas”. Logo após, integrou o elenco de “Cordel Encantado” (2011). A  estreia no horário nobre  da Globo foi na pele de Débora, de “Avenida Brasil” (2012). Na mesma ocasião, Nathalia estrelou o longa-metragem de sucesso nacional “Paraísos Artificiais”.

Em 2013 foi Silvia em “Joia Rara”, e,  em 2014, viveu a jornalista Laura da novela das sete “Alto Astral”. Em 2015, a atriz rodou o longa-metragem “Por trás do céu”, do diretor Caio Sóh. Em 2016, a atriz se destacou interpretando a vilã Branca, principal antagonista da novela das onze “Liberdade, Liberdade”. A atriz emendou o trabalho com a trama das sete “Rock Story”, onde deu vida às gêmeas Júlia e Lorena, protagonistas da história.

Em março de 2018, Nathalia voltou ao ar na novela das seis da TV Globo “Orgulho e Paixão”. Ela dá vida a protagonista Elisabeta, uma mulher libertária e com sonhos de liberdade na história de Marcos Bernstein e Victor Atherino, que tem personagens livremente inspirados no universo da escritora inglesa Jane Austen.

 

AMAIS: Como você vê o cenário artístico do Brasil na atualidade?

Acho que o cenário artístico é bastante desafiador e instigante. Como reflexo da sociedade e das mudanças sociais que estamos passando, vemos o cenário artístico também num processo de mudança. Acho isso muito positivo. Arte é um reflexo da nossa realidade e também é uma forma de nos levar à reflexão e transformar, seja a novela, o teatro, a música, o cinema, as performances… A representação é importante para que as pessoas se vejam e se reconheçam também. Representatividade importa e estamos passando por esse momento em que arte e suas representações buscam ser mais diversas, o que acho de extrema importância. Afinal, quanto mais plural for a arte, melhor.

AMAIS: Sua personagem Elisabeta na novela “Orgulho e Paixão” é uma mulher libertária com sonhos de liberdade. Onde a personagem se encontra com a Nathalia Dill?

Acho que a gente se encontra nessa vontade de mudar o mundo (risos). Assim como Elisabeta, eu luto por uma sociedade mais justa e igualitária, luto pelos direitos das mulheres. Elisabeta buscava fortalecer mulheres, apoiá-las, além de buscar seu lugar no mundo, um lugar que diziam não ser dela. Eu procuro fazer as mesmas coisas. Acredito que quanto mais fortalecermos as mulheres, apoiando-as, mais longe chegaremos.

AMAIS: A Elisabeta é inspirada no universo da escritora Jane Austen. Você gosta de ler? Tem escritoras e escritores favoritos?

Gosto muito de ler sim. Tenho alguns autores favoritos. Um dos livros que li me marcou muito foi “Um defeito de cor”, da Ana Maria Gonçalves. Li na época de preparação para “Liberdade, liberdade”. Fiquei muito impactada com a história, que fala da colonização do país do ponto de vista de uma menina que veio para cá escravizada. Foi uma leitura que me fez repensar muito do que eu aprendi na escola, por exemplo, e como até hoje sofremos com os reflexos desse crime que foi a escravidão no Brasil.

AMAIS: Entre todos os seus trabalhos na TV, no cinema e no teatro, qual foi o mais desafiador e por quê?

Difícil escolher um só trabalho. Tive a oportunidade de fazer tantos papeis legais, e que foram muito importantes nessa minha trajetória. Tive personagens muito interessantes no cinema, no teatro e na TV. Posso falar que, no momento, eu estou muito apaixonada e envolvida pela Elisabeta. É uma história que eu estou orgulhosa de participar e de compartilhar com o público.

AMAIS: Você sempre se posiciona a favor de diversas causas, como o feminismo e do aborto. Essas discussões são extremamente importantes para as nossas vidas. Você acredita que algum dia estaremos em um Brasil mais igualitário nos gêneros em todas as questões, desde a econômica até a cultural?

Acredito que sim. Temos que acreditar. E luto por isso. Percebo que já avançamos nessas questões, mas ainda precisamos caminhar bastante para chegar a um país mais igualitário. Por exemplo, os números de violência contra a mulher no Brasil são muito altos. O Brasil registrou 1 estupro a cada 11 minutos em 2015 (de acordo com os Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública). A cada 7.2 segundos, uma mulher é vítima de violência física no país, segundo a pesquisa Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha. Não é pouca coisa. Isso só corrobora que precisamos lutar muito ainda. Precisamos de igualdade de oportunidades, igualdade de remuneração, igualdade no tratamento… Nossa, há tanto para ser conquistado ainda. Mulheres são a maioria da população, mas, no Congresso, por exemplo, quase não vemos senadoras ou deputadas federais. Em cargos de chefia, ainda somos minoria. Precisamos acreditar que a mudança é possível justamente para continuarmos lutando!

AMAIS: Além de ser uma talentosa atriz, você também tem uma voz maravilhosa.  Já passou pela sua cabeça se aventurar na área musical? Seu gosto musical é eclético ou tem preferências?

Muito obrigada! Por enquanto, minhas pretensões musicais ficam restritas mesmo aos vídeos do Instagram (risos). Mas quem sabe um dia eu não interprete uma cantora? Ou sinta vontade de exercitar a música profissionalmente de outra forma? Não nego essas possibilidades. Sou artista e gosto de fazer arte. Se em algum momento isso aparecer para mim em forma de música, quem sabe?! (risos) Mas não é algo que eu planeje no momento. Por enquanto, é um hobby mesmo.

AMAIS: A Nathalia Dill de 10 anos de idade sonhava com o que? Já tinha sonho de ser atriz?

Eu já queria ser atriz (risos). Comecei a fazer teatro na escola e, desde então, nunca deixei de estudar teatro.

AMAIS: Qual sua relação com os animais? Vimos várias fotos suas com gatos. São seus? Nós conte sobre eles!

Eu tenho dois gatos: Nicolau e Amélie. Sou apaixonada pelos dois. Eles são muito engraçados (risos). Nicolau é mais arteiro. Ele gostava de fugir, às vezes, e ficava dias na casa da vizinha. Gosto de fazer fotos divertidas deles e compartilhar. Acha que eles são muito fotogênicos (risos). Fazem ótimas poses para as fotos!

Rapidinhas

1# Comida favorita?

Macarrão com molho de tomate

2# Netflix ou balada?

Netflix

3# A música do momento para você?

Todo o disco “Tropix”, da Céu

4# O melhor show que você viu?

Paul McCartney

5# Ídolo?

Patti Smith


Crédito das fotos: André Nicolau.

Perguntas: Hannalee Motta

Hannalee Motta

hanna@optimus360.com

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