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Empreendedorismo: Plano Financeiro – Revista AMAIS

Plano Financeiro

Plano Financeiro – Avaliação da margem de contribuição.

O plano financeiro tem importância fundamental na construção do seu negócio. É ele que vai quantificar todas as decisões que foram tomadas no plano de marketing e operacional e mostrar se seu negócio será rentável. Para iniciar esse plano, falarei nesse artigo sobre a margem de contribuição dos produtos e da empresa.

Para isso, vamos primeiro definir a classificação de gastos da empresa, que podem ser custos ou despesas. Custos são todos os gastos que a empresa tem relacionado diretamente a produção de um produto/serviço, como matéria prima, gastos para as máquinas da produção funcionarem e salários de funcionários da produção, enquanto as despesas são os demais gastos que auxiliam na atividade fim (vender produtos ou serviços) mas não afetam diretamente a produção, como impostos, marketing, aluguel e comissões.

Os gastos da empresa também são divididos entre fixos e variáveis. Um gasto é variável quando ele varia de acordo com a produção ou venda dos produtos, quanto mais vender, mais gasto com impostos, comissões e matéria prima a empresa terá. Os gastos que não variam diretamente com a produção/venda são considerados fixos, alguns exemplos são: aluguel, salários de funcionários, marketing e material de escritório.

A margem de contribuição é quanto do valor da venda sobrará para a empresa pagar os gastos fixos. Então, pegamos o preço de venda e deduzimos o custo do produto e as despesas variáveis, como no exemplo abaixo:

Nesse exemplo, o produto foi vendido a R$20, R$7 foram os custos variáveis da produção do produto vendido (matéria prima, embalagem, etc.) e R$5 foram despesas pagas sob o valor de venda (impostos, comissões, taxa de cartão, etc.) sobrando R$8 reais (40% do valor de venda) para pagar os gastos fixos e distribuição de lucro.

A dúvida mais frequente que escuto é se o custo de produto deve considerar a mão de obra utilizada para a produção. Minha resposta é: depende. Se você tem funcionários contratados para a produção e que tem salário fixo, independente da quantidade produzida, eles são um custo fixo e não são contabilizados no custo do produto, pois isso iria distorcer a margem. Mas se você tem um contrato de prestação de serviço e paga por peça produzida a mão de obra deve ser considerada um custo de produto (e não estará no custo fixo), pois você sabe que paga exatamente X reais por peça, e vai ter esse gasto proporcional a quantidade de peças produzidas.

Com a margem de contribuição de todos os produtos calculada, você precisa projetar suas vendas para ter a margem de contribuição da empresa, apurar seus gastos fixos e e descobrir seu ponto de equilíbrio. Falaremos sobre ele na próxima edição!

Bons negócios!

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Por Julio Petta

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

Fundador da Collabori Consultoria e Capacitação

E-Mail | Site

Hannalee Motta

hanna@optimus360.com

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