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Câncer de mama: é preciso falar sobre o assunto no mês da mulher!

Câncer de mama

Câncer de mama: Doença afeta uma entre oito mulheres e é o segundo tipo de câncer que mais mata no mundo; prevenção continua sendo a principal arma contra o mal.

O medo de viajar de avião está entre os mais comuns e não se pode negar que dá um friozinho na barriga no momento em que a aeronave levanta voo ou pousa. Mas saiba que sofrer um acidente de avião é muito pouco provável. A probabilidade é de uma em 11 milhões de voos. Por outro lado, se você é mulher, a chance de ter câncer de mama é de uma a cada oito mulheres!

Diante das evidências, todo cuidado é pouco e, no mês dedicado a elas, não teria como deixar de falar nesse assunto, sendo o câncer de mama o tipo que mais mata entre as mulheres no mundo. Infelizmente, os números continuam em ascendência. Para 2019, são esperados, de acordo com o INCA, 1,2 milhão de novos casos e, a cada minuto, uma mulher no Brasil apresenta o diagnóstico positivo.

E foi naquele segundo, quando tocou um de seus seios, que Lindalva Oliveira, de 50 anos, viu sua vida mudar ao notar um caroço. Após alguns exames, veio o diagnóstico  de câncer de mama. Desde a primeira consulta, em 2015, até agora, muita coisa aconteceu a ela. Foram ciclos de quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia para a retirada do tumor. Ela perdeu os cabelos, chorou muito, mas encontrou na fé e na família a força que precisava para seguir adiante.  “Não é fácil receber a notícia que está com câncer, mas, se temos uma chance de sobreviver, precisamos nos agarrar nela e foi isso que eu fiz”, conta.

A boa notícia é que os tratamentos estão cada vez mais eficientes, com quimioterapias que agem diretamente no tumor. Mas, não apenas a eficiência dos fármacos é importante. Deve-se considerar também o tipo de câncer e o estágio da doença como influenciadores do resultado, explica Dra. Letícia de Andrade Nader, oncologista clínica e especialista em cuidados paliativos do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS). “Quanto mais cedo for descoberta a doença, maiores as chances de cura. Por isso, é tão importante que as mulheres façam, não apenas o autoexame, mas também a mamografia anual, a partir dos 40 anos e, no caso de terem parentes próximas que tiveram a doença, deve ser feita a partir dos 35”, orienta a especialista.

Se as chances de ter câncer de  mama têm crescido a cada geração, pesquisas tentam explicar os motivos que levam a esse caminho. A resposta, segundo os últimos estudos, estaria em uma combinação de fatores comportamentais e biológicos. O primeiro diz respeito ao estilo de vida, que mudou consideravelmente nas últimas décadas e também em relação ao envelhecimento da população, pois quatro de cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. “Estamos todos vivendo mais e temos que nos atentar às consequências disso. Diferentemente do câncer de colo de útero, em que os riscos diminuem com o avanço dos anos, com o de mama acontece o contrário. Quanto mais idade tem a mulher, maiores as chances de desenvolver a doença”, explica Dra. Letícia.

Outros fatores de risco que aumentam as chances de ter a doença são: obesidade e peso excessivo após a menopausa, sedentarismo, alcoolismo, histórico familiar e pessoal (mulheres que já tiveram câncer de mama), doenças benignas da mama, primeiro filho após os 30 anos, reposição hormonal pós-menopausa, uso de anticoncepcionais orais e controle de natalidade com injeção de progesterona e DIU de hormônio. “Atualmente, a taxa de natalidade é abaixo de dois filhos por mulher, mas, até meados do século passado, as mulheres tinham vários filhos, geralmente intercalavam com a amamentação e, assim, ao longo da vida, tinham pouca exposição aos hormônios femininos. Hoje, sabemos que é inegável a contribuição dos hormônios no desenvolvimento do câncer”, esclarece a médica oncologista.

E, se as mulheres contemporâneas têm uma vida diferente, precisam redobrar os cuidados. A mamografia digital deve estar presente nos exames de rotina. Segundo Dra. Letícia de Andrade, o exame é a ferramenta mais eficaz na descoberta do câncer.  “Não  existe desculpa para não fazer a mamografia. É uma parceira da mulher nessa batalha”, enfatiza.

Quem já teve que enfrentar a doença aprende, de forma dolorosa, a importância do autocuidado. “Fazendo uma autoanálise, percebi que passei muito tempo sem me cuidar, sem perceber minha importância. Hoje, já curada da doença, posso dizer que nasci de novo, que me reinventei. Sei que existe vida após o câncer e quero aproveitá-la”, comemora Lindalva.

Mais informações podem ser obtidas no site: www.oncologiasorocaba.com.br. O Instituto de Oncologia de Sorocaba está localizado na Rua Cônego Januário Barbosa, 238, Jardim Vergueiro, em Sorocaba (SP).

Hannalee Motta

hanna@optimus360.com

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